Impostor. Imperfeito. Impossível.

Essa semana postei uma pergunta nas minhas redes sociais:

Alguma vez você já sentiu que não era digno ou merecedor de algo extremamente bom que aconteceu na sua vida?

Muita gente me respondeu que se identificava com isso.
Outros me disseram que isso se chama Síndrome do Impostor: você, cheio das imperfeições, fica com a sensação de que vai ser descoberto a qualquer momento como uma fraude. Seja por problemas de autoestima ou por excesso de comparação com os outros.

Que bosta.
Que grande bosta.

A gente faz tanta coisa, se dedica, bota todo o comprometimento possível pra depois jogar tudo fora, só porque olhou pro lado e achou a grama do vizinho mais verde.
E a gente acha que isso não acontece com o vizinho, né? Mas a quantidade de mensagens que recebi essa semana só me mostrou o contrário.

Então, gente, quer saber, FODAM-SE AS NOSSAS IMPERFEIÇÕES!
Não tem essa de impostor aqui não.

Olha:

  • Eu sou preguiçoso.
  • Tomo vários remédios por dia pra controlar a ansiedade.
  • Travo pra falar em público.
  • Não me sinto confortável socializando. Muito menos abordando as pessoas pra divulgar meus livros.
  • As minhas ideias parecem muito mais geniais quando estão só na minha cabeça e, quando começo a colocá-las em prática, desisto.
  • Sempre fico com medo de não ser levado a sério profissionalmente porque as pessoas acham que tenho cara de moleque.
  • Sou desorganizado com a minha casa.
  • Esqueço de mandar mensagens para os amigos, mesmo amando cada um deles fortemente.
  • Me desespero com bobagens.
  • Sinto ciúmes.
  • Meu humor é péssimo de manhã e acho que as pessoas são obrigadas a entender isso.

Uma pequena lista, mas que cresceria mil vezes mais se eu tivesse mais tempo de ficar digitando aqui.

Enfim, quer dizer que por esses e tantos outros problemas que carrego eu não sou merecedor daquilo que conquisto? Para a minha cabeça, sim. E para a de tantas outras pessoas, também.

É, minha gente, não tem jeito! Seja impostor ou imperfeito, fica impossível não lutar com essa voz que nos joga no poço do desânimo.

A gente merece aquela coisa boa que apareceu sim.
E, se duvidar, merecemos até mais do que ela!

Brindemos às nossas imperfeições. 😉

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